Cinema autoral fora da capital: desafios e oportunidades
Dá para fazer filme autoral longe da capital? Uma roda de conversa online sobre os desafios e as brechas de quem produz cinema com pouco dinheiro, fora dos grandes centros.
O que foi
Uma roda de conversa online sobre produção audiovisual fora da capital, com foco em filmes autorais e de baixo orçamento. A conversa tratou dos desafios e das oportunidades de produzir fora dos grandes centros e compartilhou dicas e estratégias para realizar filmes autorais com baixo orçamento, num debate interativo entre participantes e ministrante.
Quando e onde
- Data: quarta-feira, 3 de abril de 2024, das 20h às 22h
- Onde: online, pelo Google Meet (link enviado às pessoas inscritas)
- Classificação: a partir de 16 anos
Para quem
A conversa foi aberta a pessoas interessadas em cinema, especialmente:
- cineastas e produtores e produtoras audiovisuais;
- estudantes de cinema e comunicação;
- entusiastas da cultura e das artes;
- pessoas que desejam conhecer mais sobre o cinema autoral.
Em pauta
Desafios
- Recursos: dificuldade de captar investimento, poucos fundos específicos para o interior e concentração de recursos nas produtoras dos grandes centros.
- Equipamento e infraestrutura: pouca oferta de locação, custos altos de compra e manutenção, internet limitada.
- Mão de obra: jovens talentos migram para as capitais e faltam cursos e oficinas de formação no interior.
- Distribuição: poucas salas de cinema fora dos grandes centros e dificuldade de alcançar o público.
Oportunidades
- Descentralização das políticas públicas de cultura, com editais e formação voltados às regiões.
- Plataformas digitais que permitem alcançar público sem depender dos canais tradicionais.
- Valorização da diversidade cultural: público e festivais buscam filmes que reflitam outras realidades.
- Ferramentas online de edição e colaboração, que barateiam a produção.
- Novos modelos de negócio, como financiamento coletivo e VOD.
Gratuidade e realização
Atividade gratuita, realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Ministério da Cultura, Governo Federal), com apoio da Pupilo, da Rachadura Visual, da Fundação Cultural de Campo Mourão e da Prefeitura Municipal de Campo Mourão (PR).
Ministrante
Rudolfo Auffinger é graduado em Cinema e Vídeo e em Publicidade e Propaganda. Como freelancer, atua em produção audiovisual e montagem. Como diretor, assinou videoclipes, documentários e videoinstalações. Fundou a Pupilo, plataforma de streaming de filmes para escolas, e integra o coletivo Rachadura Visual. Mais em rudolfo.art.br.
Quer levar essa conversa para sua cidade?
A roda pode virar encontro presencial, aula aberta ou mediação depois de uma sessão de filmes. Escreva para oi@rachaduravisual.com.br.