No domingo, 30 de junho de 2024, a Praça Coronel Ernesto Bertaso, no centro de Chapecó, recebeu a 7ª Parada de Luta LGBTQIA+ do Oeste Catarinense, organizada pela UNA LGBT Chapecó. A Rachadura Visual acompanhou do primeiro sol da concentração, às 15h, até a marcha noturna — e reúne aqui uma seleção dessa cobertura.
A edição chegou carregada de tensão política. Semanas antes, a Câmara de Vereadores aprovou a Lei Municipal nº 8.090/2024, que proibia a presença de crianças e adolescentes em “paradas gays e festas similares” e previa multa aos organizadores. Às vésperas do evento, um habeas corpus coletivo pedido pelo PSOL-SC foi concedido pelo desembargador Helio do Valle Pereira, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que apontou na lei uma “clara conotação preconceituosa”. Com a decisão, famílias puderam participar da Parada sem restrições.
Com a frase “Para viver” estampada nas faixas do trio, a tarde foi tomada por montações: perucas monumentais, leques arco-íris, asas, coroas e faixas de miss. Do alto do trio, drags e artistas se revezaram no microfone e na pista, enquanto o público ocupava a praça com bandeiras do orgulho, bandeiras trans e muito afeto.
Entre uma performance e outra, a Parada também foi manifesto. Cartazes como “Não deixar dormir quem não nos deixar sonhar” e faixas como a das Mães pela Diversidade (“Lute como uma mãe”) lembraram que, no Oeste catarinense, ocupar a rua ainda é um ato de resistência. Com o pôr do sol, a multidão seguiu pelo centro, sob os arcos iluminados, com bandeiras abertas até o fim da noite.
Galeria
Fotos: Rachadura Visual. Clique para ampliar.
























