A Farofa Tropikal levou lambada, guitarrada e brega marcante de Curitiba a Belém do Pará. A Rachadura Visual dirigiu dois videoclipes da banda: Desdenhas, gravado em Curitiba, e Atrevida, Abusada e Poderosa, filmado numa viagem de barco de quatro dias entre Belém e Alter do Chão.
Uma banda norte-sul
A Farofa Tropikal nasceu em Curitiba (PR), do encontro da vocalista e baterista paraense Layse Rodrigues com os paranaenses Lorran Valle, na guitarra, e Gabriel Dietrich, no baixo e na voz. O power trio tocou sete meses no underground curitibano, levando o calor nortista ao Sul.
O repertório misturava lambadas, merengues, guitarradas, cúmbias e clássicos do brega nortista, com um toque de rock e psicodelia nos arranjos. As letras tratam do olhar feminino para o mundo, do empoderamento da mulher e de outras lutas cotidianas.
- Novembro de 2017: primeiro EP, gravado em home studio.
- Dezembro de 2017: imersão em Belém do Pará para viver a música nortista.
- Março de 2018: estreia da festa semanal Quartas Tropikais, no Espaço Cultural Apoena, em Belém, dedicada ao brega marcante.
- Junho de 2018: lançamento do clipe de Desdenhas, durante uma turnê pelo Sul (RS/PR).
Desdenhas: o amor na era do celular
Composta por Layse Rodrigues, Desdenhas fala dos jogos de amor nos relacionamentos de hoje, quando as pessoas trocam companhias por celulares e mensagens ficam sem resposta por orgulho. Para a banda, o amor deveria ser leve e sem meias palavras.
O clipe tem direção e montagem de Rudolfo Auffinger e direção de fotografia de Igor Alegro. Gravado em Curitiba, marca a primeira fase da banda, antes de os integrantes paranaenses se mudarem para Belém.
Atrevida, Abusada e Poderosa: um clipe dentro do barco
As paisagens de Atrevida, Abusada e Poderosa são de uma viagem de barco de quatro dias, de Belém do Pará até Alter do Chão, em janeiro de 2020, antes da pandemia. Todas as imagens foram gravadas de forma independente, com direção de Rudolfo Auffinger e Keythe Tavares.
A proposta de direção combinou registro e ficção:
- cenas ficcionalizadas a bordo, como a da cartomante Ariane revelando uma previsão a Layse;
- mulheres que viajavam no barco convidadas a dublar o refrão para a câmera, além de danças com as trabalhadoras da embarcação;
- cada integrante da banda interpretando a música inteira em um cenário diferente da viagem;
- o final em Alter do Chão, gravado no barco da Ilha do Amor, nas cabanas e na praia.
A direção de fotografia é de Gabriel Dietrich, a montagem de Viktória Hugo Von Holleben e a colorização e finalização de Igor Nazario. O clipe foi lançado em 2021.
Ao vivo em Alter do Chão
A viagem também rendeu uma versão ao vivo da música, gravada em Alter do Chão (PA).
Videoclipe com identidade
Os dois trabalhos mostram como a Rachadura Visual pensa o videoclipe: a partir da história da banda, do território e das pessoas em volta. Na mesma linha, veja o clipe-colagem egoísta, de Dayá, e conheça nosso serviço de produção de videoclipes.
