heranças
Livro de estreia da poeta Keythe Tavares, publicado pela Editora Urutau — um sonho antigo que se tornou realidade em forma de página.
heranças acontece em diálogo com dois poemas homônimos de Orides Fontela, de 1973 e de 1986 (este publicado em Rosáceas). Dos poemas de Orides vieram a liga do livro, a epígrafe e o título. Guiada por eles, a autora desliza entre memórias de passados que formam a matéria bruta do presente: a herança concreta, feita de objetos, e a abstrata, maleável e esculpida pelo tempo.
escrevo para curar. escrevo para lembrar. lembro para mudar. escrever para escolher. subverter o caminho óbvio da herança. descolar o tempo.
Keythe Tavares
Na orelha, Bianca Gonçalves (pesquisadora, professora e poeta) lê uma escrita de si atravessada pela figura materna e pelos discursos da igreja: “O rosto nas tomadas, os dentes amarelados, o pão que não cresce, a toalha com o nome bordado errado.” O posfácio, “depois de atravessar ainda é travessia: dez gestos com keythe tavares”, é de Francisco Mallmann.






